coomeb - Cooperativa dos Médicos do Brasil

Para visualizar essa anima��o voc� precisa instalar o plugin Flash Player. Fa�a Download.

Notcias

9 de março de 2018

Cientistas desenvolvem novo teste para zika mais barato e rápido

Estadão

Um grupo internacional de pesquisadores desenvolveu um novo exame de sangue para o diagnóstico da zika que, segundo eles, é mais barato, mais rápido e consegue detectar se o paciente foi infectado de poucas horas até meses após a exposição ao vírus.

Os pesquisadores descrevem o novo método em um artigo publicado nesta terça-feira, 6, na revista científica mBio. De acordo com eles, o novo teste será uma poderosa ferramenta para diagnosticar a zika em mulheres durante a gravidez.

“Muita gente que é infectada pela zika não tem sintomas, ou não consegue ir a um médico na fase inicial, aguda, da infecção – o que dificulta o diagnóstico. Nosso novo teste expande a janela para a detecção precisa do vírus, que era de apenas algumas semanas, para vários meses”, disse a autora principal do estudo, Nischay Mishra, pesquisadora do Centro para Infecção e Imunidade da Universidade Columbia (Estados Unidos).

Segundo a pesquisadora, o diagnóstico da zika é complexo. Os testes moleculares só são confiáveis se forem feitos em um período de duas a três semanas após a infecção, quando o vírus ainda está circulando na corrente sanguínea.

Já os testes de anticorpos têm problemas com falsos positivos, porque eles apresentam as chamadas “reações cruzadas” com outros vírus – isto é, eles acusam um diagnóstico de zika quando um paciente tem no sangue os vírus ou os anticorpos da dengue, da febre amarela e da encefalite japonesa, por exemplo.

Para desenvolver o teste, os cientistas analisaram amostras de sangue de crianças da Nicarágua – todas elas soropositivas -, obtidas por um projeto de pesquisas do governo do país da América Central. Com a análise, os pesquisadores identificaram uma sequência única de peptídeos – uma curta cadeia de aminoácidos – que se liga aos anticorpos do vírus da zika, mas não aos de outros vírus como o da dengue.

Em seguida, os pesquisadores adaptaram uma tecnologia de testes de baixo custo conhecida como Elisa à sequência de peptídeos identificada. Em geral, os testes Elisa usam trechos maiores de proteínas que se ligam ao vírus.

Para ler a matéria na íntegra, clique em: https://goo.gl/8YYSdd